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sexta-feira, setembro 5, 2008

Uia

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Morzins cariocas, olhem só, talvez esses caras aí em cima sejam uma solução pra quem reclama do prazo de entrega das vendas online. O Nando que deu a dica (não, não bastava ele ser ele, ele ainda tinha que ser pai da Anna), disse que esse prazo bacana deve funcionar só pra turma do Rio, mas não custa ligar ou entrar no site e perguntar, se você for doutra cidade, né, não?
E pros de São Paulo, quem encontrar em livraria, entra no LV e conta pros outros que livraria foi e onde, que ele é mesmo mei chatim de achar. Mas quando se encontra, ó, que alegria, hahahaha, desculpem, não resisti.

"Fal,
Para que alguns de seus fãs não fiquem com a impressão de que só se fala dos "Minúsculos assassinatos e alguns copos de leite" no Drops e no blog da Cora, aí vai um quarto da página 3 do Segundo Caderno do Globo de hoje que demonstra que há um saudável interesse comercial fora da blogsofera.
Foi bom ver teu filhote bonito na fotografia.
(...)
Fernando"

olha, um nobre PS que limpa, um pouco, a barra da Saraiva:
"vi teu comentário sobre a demora da compra on line do nosso livro, (eu paguei tá, agora ele não é mais só teu :oP), eu comprei pela saraiva no domingo a noite e recebi hoje cedinho, mesmo no site eles falando que podia demorar 18 dias úteis. Moro em são leopoldo, que fica na região metropolitana de porto alegre... achei bem ótimo o tempo.
agora vou fazer minha anjinha dormir pra eu ler em paz pra te ler, amanhã te conto...
beijo ENORME e vem pra Poa, veeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem!
Andrea"



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21:45

 



Praias de veludo

convite_virtual_Minusculos_Assassinatos_RJ



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19:37

 



Ahhh!!!

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A Helê tinha fota com o Pedrão. Eu digo. Carioca é gente que faz, meus filhos, não fica de nhenhenhem.



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13:17

 



Controle remoto

Lost in Translation

Tem quem não vá ver nada. Tem quem vá para ser visto.
*
Pode gritar. Ninguém escuta.
*
Claudio Luiz vai a Portugal. Sorte de Portugal.
*
Jura que tem nego comparando o aborto dos anencéfalos ao que faziam os nazistas?
*
Nalguns momentos eu me pergunto se vocês todos são gratos o suficiente pelo fato deu não ter porte de arma. Vocês são? Vocês dão valor a este pequeno milagre da natureza?
*
A coisa mais perigosa do mundo é discutir com ignorante. Nunca, nunca, nunca faça isso. Resista. Não faça. É uma armadilha terrível, eles querem arrastar você para as trevas com eles, não caia nessa, mermão.
*
A melhor coisa que eu aprendi com o Dr. Reis foi o ditado "Boa romaria faz quem em casa fica em paz".
*
Tem gente que devia tatuar 'Hã?' na testa. E ao contrário, para poder ler no espelho.
*
Saber calar a boca é uma arte para poucos. A moçada não crê no silêncio. As poucas pessoas que crêem, não querem andar comigo, porque eu creio no silêncio, deus é testemunha, mas até de boca fechada eu sou chata pra caray.
*
Já que falamos nisso, nem os imbecis que não calam a boca e que sempre são os heróis de suas próprias histórias querem andar comigo. Bem, sempre há uma recompensa em ser mau.
*
Morro de pena destes gatos, trancados para sempre num quarto horroroso.
*
E o cara que, pra te convencer, no meio da discussão, cita Gonzaguinha? E depois fica puto porque você teve uma crise de riso?
*
"Acho que reconheci as mexidas que você deu, aqui e ali em nomes e algumas partes, mas o principal mesmo é que eu me dei conta de uma coisa que eu não tinha atinado ainda. O quanto o livro mexeu comigo. O quanto eu vivi as histórias com você. O tanto que elas ecoaram e ainda ecoam em mim, o tantããão que me influenciaram. Os momentos em que eu me lembrei de passagens inteiras (o que é uma coisa bem rara pra minha (de)mente) assim naturalmente, como respirar ou andar de bicicleta.
O livro andou comigo pela casa o dia todo.
Amor amor amoooor,
S."

Tá, umas coisas valem a pena.
*
Um fosso não seria uma má idéia. Com crocodilos. Huuuummmm.
*
Eu não estou dando conta de mais nada, novos blogs, novas idéias, novos hábitos, novos textos, novos nada. Não há volta para os velhos e eu não quero nenhum dos novos.
*
Mastigar gelo. Aventura ao alcance de todos.
*
Uma das vantagens de não ter vida pessoal é essa mesmo.



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00:53

 


quinta-feira, setembro 4, 2008

Oi, né, môs fios?

Eu dei uma geral bem boa no LV. Recados que não haviam liberados de semana passada ainda, vcs me perdoem. Tem coisa nova até a página 8, afe. :o))
*
Às vezes na vida, a gente tem que dizer prum amigo: 'Você só pode chegar até aqui. A partir deste ponto, nada lhe diz respeito e sobre isto nós não falaremos'. E é tão duro isso. Mas às vezes é preciso e a amizade balança, e a gente fica culpado e sem graça. Às vezes.
*
Gaúchos? Se rolar uma noite de livro ai em POA tem quem queira? Tipo, vcs vão ou iríamos ficar, Clau Farias, Ticcia e eu sentadinhas num canto, chorando?
*
Carla San diz:
já tomei banho
Carla San diz:
coloquei camisola nova
Carla San diz:
peguei uma taça de vinho
Carla San diz:
e to indo pra cama ler teu livro
Carla San diz:
incrusivio passei perfume no umbigo



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18:53

 



Romãs, abraços e alguns copos de leite

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No lançamento do livro eu fui coa minha camisa preta de flor vermelha, que tá tão velhinha, mas é minha camisa da sorte, porque era a camisa que eu tava usando quando conheci a Sil. Então é nossa camisa. :o))
A mesa tava lêêênda. Lêêênda, lêêênda, lêêênda, graças a Carla San e Mani, deusas da minha rua, divinas, incríveis, adoradas, bebezinhos. Elas colocaram copos de leite e romãs e tuda em cima da mesa, elas escolheram um lugar bacana preu ficar e buscaram aguinha, e coordenaram a fila e tudo. Não tem nem o que dizer, amores.
E foi bom, foram os corações, Ronald e Germano mandaram brasa, o marido da Bela generosamente dividiu ela co nóis, a Bel tava lêêênda, Maloca e Vera chiiiiiiiiqueeeeeeeeeees, todo mundo com roupinha de ver deus, a gente pagou mico, eu chamei geral pelo nome errado, mas todo mundo sabe que eu não lembro nem de rostos, nem de nomes, nem de onde diabos a gente se conheceu, todo mundo releva, deixei a Mani doida, não falei direito com ninguém e eu queria tanto fofocar malvadamente, não faço a mínima idéia se eu escrevi dedicatórias bonitas e com sentido, se eu não fiz isso, desculpem, deixei váááários copos d´água pela metade, perdi minhas canetas boas, chorei, dei risada, tudo . Eu diverti horrores.
*
Eu pago qualquer coisa por uma foto do Pedrão, alguém tirou foto do meu irmão? A mesma coisa com fotos de Maliu, Bel, Marlô e Héwgão.

Hum, uia, algumas fotenhas, não todas, algumas, procêis.
:o))))))
(tem foto roubada da Lúcia, da Joleana, da Ana, do Paulo e deus sabe de quem mais)

2c8bBela e Fal
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34fdRô, Fal e Henri
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e114d56f

21dfNoite de autógrafos do Minúsculos, 2/9/08 SP



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17:18

 


quarta-feira, setembro 3, 2008

Ah, foi tão bom. Foi tão lindo. Obrigada, mesmo, mesmo.



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13:55

 


terça-feira, setembro 2, 2008

Às armas, camaradas

Minusculos Assassinatos



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14:45

 


segunda-feira, setembro 1, 2008

O LV

Eu sabo que o LV tá cheio de recados de amor. Perdoem, por favor. Eu vou resolver aquilo logo, guentem só mais um cadim. Eu não tenho mais idade pra ser uma boba, mas eu sou, e daí que depois que eu sou boba eu fico assim, inútil. Perem um poquim. :o))



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13:19

 


domingo, agosto 31, 2008

Coisa de cinema

É um trabalho danado de difícil. Difícil, demorado, complicado, cheio de armadilhas e mumunhas mis. Tem truques, tem atalhos, tem voltas looongas como o diabo. É um trabalho que tortura, vcê desliga o computador e vai pra cama louca da vida porque sabe que, nalgum lugar deste vasto mundo, existe um sinônimo melhor que você não encontrou. É um trabalho excitante: você está sempre febrilmente ocupada, num caos de dicionários, livros de consulta, gramáticas, gatos passeando por cima do lépi, copos d'água vazios, canecas de café com leite cheias, sanduíches comidos pela metade, os olhos ardendo na tela, a tela adendo na pele, só mais um bocadinho, só mais este parágrafo, só vou até o final da página, ai, já são mesmo quase três da manhã, então quer saber? Vou virar, vou virar. Amigos doces e meiguinhos, alguns do ramo, outros civis, que ajudam a procurar palavrinhas perdidas, que ligam pro irmão que mora nos cafundós pra perguntar coisinhas, que catam o dicionário e ajudam pelo MSN. Clientes bacanas e calorosos, clientes corretos e distantes, alguns clientes babacas como o gato cipó - como em qualquer ramo. Mas este não é qualquer ramo. Este é um ramo maravilhoso de se trabalhar. Eu me achei neste negócio, eu nunca fui tão feliz com o trabalho, nunca. Nem sendo assistente da Daisy, a bibliotecária do meu colégio, nem sendo vendedora em galeria, nem cantando em bar, nem sendo produtora de comerciais (embora lá eu tivesse o chefe mais bacana do universo, o Rui, meu pai, meu irmão, meu saco de pancadas, meu médico (o Rui, como a Nenéia e o Paulo José, passa até receita se você pedir) meu amigo, meu pai-de-santo, meus olhos), nem sendo o que quer que eu fosse no Piccolo, nem dando aulas particulares - rá, que deus me ajude. Nada é mais bacana - quer dizer, só escrever, mas eu não sou paga para escrever. Sou paga para traduzir. E amo. Amo, amo, amo cada palavra que me deixa doida, cada diabo de frase que não faz sentido nenhum, expressões que nunca ouvi na vida, os prazos que me surram, os computadores que dão pau (todos ao mesmo tempo, numa dancinha macabra coreografada pelo canhoto, feita pra me enlouquecer), a rede elétrica da casa que sofre ataque terrorista. Amo tudo, porque tudo faz parte do mesmo pacote. Morro de orgulho de mim mesma quando tenho uma boa sacada, quando leio e digo uau, sensacional, ficou muito boa esta minha solução, mesmo sabendo que num livro todo aquele uauzinho não significa, ninguém vai reparar. Vibro horrores quando aparece outro livro aqui, outro trampo, outro cliente. E vibro quando leio o trabalho alheio.

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Faz uns meses, li a edição britânica deste livro que um amigo trouxe. Aventura gostosa, escrita para garoutos (hahahaha, eu aqui, lendo livros adequados para a minha faixa etária). Quando vi o livro traduzidim na cabaninha da Rocco lá na Bienal, não resisti e mandei pau, mentindo adoidado pro Gusmão, o contador que mora na minha cabeça, que era pro Bernardo e não para mim. E comecei a ler de novo e me assustei e fui ver quem tinha traduzido. Dona Ryta Vinagre, claro. Claro. Faça um favor a si mesmo. Use o Bernardo como desculpa, o Pedrão não vai ligar. Mas compre este livro. É bacana, é bem escrito, tem bossa, aventuras mis, buracos, pai desaparecido, filho amantíssimo, picaretas a granel. Mas tem mais, tem a tradução da Ryta. Eu li o original, a tradução está um primor. Exata, bonita, profundamente respeitosa para com a idade dos leitores (cronológica ou, no meu caso, mental) mas sem tratar ninguém como idiota, sem concessões. Ler o livro me tirou dúvidas, eu aprendi um montão de expressões, de traduções, de tudo.
Leia. A história é uma delícia - vai dar um filmão - e a tradução também é coisa de cinema.

Túneis
de Roderick Gordon e Brian Williams
Tradução:Ryta Vinagre
Editora: Rocco



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16:40

 



domingo

Às vezes eu me sinto só. E quem não se sente assim de quando em vez? Às vezes eu me sinto só. E morar com a mamãe é bom, e Baco e eu somos praticamente um casal, e as meninas são tão... meu deus do céu, tão. Mas às vezes, mesmo assim, eu me sinto só. E pego o carro às 2 da manhã, e me largo ali na Nobel da Águas Espraiadas, e tomo café com leite. Nem triste, nem com raiva, nem com medo. Só. Uma solidão tão funda que não me deixa dormir, tão funda. Não há o que fazer ou dizer, não há o quê. São só os dias e as horas e a vida e eu. Outro café, a madrugada tão fria, tão fria, a avenida vaziinha, o livro comprado num momento de fraqueza (eu sempre tenho uma desculpa pras minhas calhordices), o papinho furado e engraçadíssimo com a moça que faz o café (as pessoas são engraçadas e simpáticas por ali) e eu estou só. Muito mesmo.

recebido por e-mail:
" (...) um bom poema
leva anos
cinco jogando bola,
mais cinco estudando sânscrito,
seis carregando pedra,
nove namorando a vizinha,
sete levando porrada,
quatro andando sozinho,
três mudando de cidade,
dez trocando de assunto,
uma eternidade, eu e você,
caminhando junto"

"sossegue coração
ainda não é agora
a confusão prossegue
sonhos afora
calma calma
logo mais a gente goza
perto do osso
a carne é mais gostosa (...)"

Leminski



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14:07

 



Namesake

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Ontem, completamente sem querer, vi um filme lindo, lindo, Nome de Família, sobre uma família de origem indiana que vive nos Estados Unidos. É muito simples, muito, e ao mesmo tempo é uma narrativa sofisticada, bem tecida, que não apela pro sentimentalismo bocó. Deus, que lindo. Fazia muito tempo que eu não me emocionava assim com um filme.
*
Eu odeio ser manipulada. Odeio. Nada tenho contra a venda de produtos, pelo contrário, você tem que pagar as contas e eu também. Eu vendo livro, você vende herbalife, a fulana logo ali vende panim de prato bordado. Acho ótimo, mesmo. Mas não me convide para comer bolo na sua casa, preu descobrir, no meio da segunda garfada, que você me chamou ali para fazer propaganda de shampoo. Não faça isso, pelo bem da nossa amizade. Até porque, se você me falar 'Vem Fal, eu agora ou representante avon/tapaué/demillus e vou fazer uma festeeeeenha com as criente', eu vou. E vou feliz. Eu olho seu catálogo, invejo sua geladeirinha da coca-cola, compro seu livro, tudo. Mas às claras, como deve ser entre amigos. Não tente me manipular. Como dizia trudia pro Helgão, imbecil é só a minha cara. O resto de mim é espertim. Quase.
*
E como me disse a sempre sááábia e engraçada Dona Elisa, antisdontem, Caymmi é soberano 'se sabe que muda o tempo se sabe que o tempo muda'. Opa. Para o bem e para o mal. Daqui a pouco vem outra onda. E tou eu lá, engolindo mais água salgada.



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10:14

 


sexta-feira, agosto 29, 2008

ah, h., o grande trouble é que eu sou uma cobra criadissima. eu sei o tempo todo, cevada que fui no implacável racionalismo marliniano, o que tá atrás de cada abraço, de cada beijo, de cada venha cá minha nega - quando há o quê. de muitas formas, é uma maldição ser assim. eu sei, o tempo todo, onde tá a bola e cada jogador, onde tá a caderneta de regras, onde tá o gandula. parece que não, porque eu sou este ser bonachão e beijoqueiro, mas eu não esqueço uma traição, uma rasteira, uma cotovelada na boca. perdoar é outra história, às vezes a gente perdoa, às vezes não, e os babacas do bom mocismo 'ah, perdoar é isso e aquilo', podem ir todos se catar de bracinhos dados com a moçada da 'missão' (o próximo 'ele tinha uma missão' sobre a morte do alexandre, eu vou manda a tati processar, te juro por deus). é humano não conseguir perdoar o tempo todo, tudo, assim como é humano perdoar algumas coisas. entonces, vareiando do caso, a gente perdoa. mas esquecer que você me sacaneou, me empurrou para fora do banquinho na hora do lanche, não me deixou seguir no projeto? jamais. nada me deslumbra, nada me faz esquecer quem é você e onde você tava em cada dia bom e ruim da minha vida, assim como onde eu tava nestes dias. eu sei até hoje cada flor e quem mandou quando o alexandre morreu, quem me abraçou pra valer, quem fez festa e estampa de camiseta e quem não foi porque 'era contra', quem disse 'tamos ai' e depois pediu minha cabeça, que manda recado por uma terceira pessoas dizendo "ah, que bom que seu gato apareceu" pra bancar o bonzinho pressa outra pessoa ('olha que linda, preocupada com vc'), mas que nunca pegou num telefone pra dizer 'oi negona'. assim como eu sei quem me deu colo, quem me deu a mão, quem falou bem de mim e me amparou e meu soprou o rosto quando eu tava engasgada de chorar e, ahá, quem ficou realmente feliz com a minha felicidade. e eu ainda sei pra quem eu fui boa, com quem eu falhei miseravelmente e com quem eu fui filha da mãe de propósito. eu tenho esta cara de imbecil, mas é só a cara mesmo. (...) não se decepcione demais comigo, h. só um cadim. amor. f.



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23:49

 



Piu piu

fal-e-eu_bienal-agosto-2008
V. Sônia abril de 2007 - Maloca e Bise

Avião sem asa
Fogueira sem brasa
Sou eu, assim, sem você

Futebol sem bola
Piu-piu sem Frajola
Sou eu, assim, sem você...

Porque é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim

Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim...

Amor sem beijinho
Buchecha sem Claudinho
Sou eu, assim, sem você

Circo sem palhaço
Namoro sem amasso
Sou eu, assim, sem você...

Tô louca pra te ver chegar
Tô louca pra te ter nas mãos

Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração...

Eu não existo longe de você
E a solidão, é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo...

Por quê? Por quê?

Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu, assim, sem você

Carro sem estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu, assim, sem você...

Porque é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim

Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim...

Eu não existo longe de você
E a solidão, é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo...

Parabéns, meu amor.



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14:04

 



Tarja Preta

Esabéw, favor ler e-mail abaixo recebido de você-sabe-quem e me escrever no particular, para que combinemos os detalhes do quando e onde da interdição legal.

"Para que conste dos autos que eu corte minha própria franja, com minha própria tesoura, em minha própria casa, e estou parecendo uma periquita (a ave).
E meu filho disse, quando me viu deseperada: vc tá linda, mãe, tá parecendo a avózinha do Louro José.
Buáááááááááááááá"



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13:58

 



... e é ainda lᨨ

Minusculos Assassinatos

É dia 2. Falta um nada.

*
O LV vai estar bonitão de tarde, viu comentador afoito?
*
Deixa eu falar de novo: não, não precisa de convite pra entrar na noite do livro. O convite que deveria ter chegado aos vossos lares é apenas e tão somente para que vossas mercês tenham em mãos o endereço da tertulia. E não, não é descaso o fato deu não ficar insistindo e pedindo e choraminhando que vá, vá, vá a cada alminha pura que entra no LV e/ou que manda e-mail. Eu quero que todo mundo vá. Eu só acho constrangedor: você aí, coisinha macia, cheirosa e morena, já sabe a data, o lugar, o tudo. Entonces, se você quiser e puder, abraço você mais que tudo no dia 2. Mas não fico choraminhando pelo mesmo motivo que não fico mandando e-mails pedindo comentários e visitas e linques. Comigo, como diz Toribio Cambará, só no voluntariado.
*
Eu tou vendo um senador discursar e me pergunto espantada, que diabos passa na cabeça dum homem que pinta o cabelo e não pinta a barba? Fica redéculo.
*
A atriz (29 anos, não é nenhuma meninazinha) informa na revista que além de usar protetor solar da marca tal e saias com etiqueta daqui e dali, ela também carrega na bolsa O Processo, de Kafka. "É que ler antes de dormir me relaxa", informa, catita. Haha! Não consigo por em palavras o quanto eu adouro, adouro. Sensacional. Mana, a calega o lê O Processo, entende tudo o que leu, relaxa e dorme. Este mundo é um lugar sensacional.
*
A triste verdade é que sempre que parecer muita areia para o seu caminhãzinho, é mesmo. E não, não adianta vir com a gracinha do 'eu faço duas viagens', não faz não, niguém faz, nem você, nem eu, nem ninguém. Fora da sua alçada quer dizer isso mesmo, fora da sua alçada. Conforme-se, respire fundo e siga em frente.
*
A Nenéia se recusa a me assumir, mas tudo bem, porque a Silvia tem sonhos eróticos comigo. Perdeu preibói.
*
Carioquinhas? É hoje! É o livro dela. E como se não bastasse ela ser o máximo, ela é filha dele. E eu lhes pergunto que DNA é esse?
convite-lancamento-nobel
*
Amolei, deixa eu explicar uma coisa? Se vc marca como 'private' o recado no LV, eu não tenho como publicar, copiou Farinha?? Num dianta você mandar recado private e depois mandar email resmungando que eu nunca libero seus recados no LV.
*
Coraçãozinho, a tia usa internê da Claro. De modos que, quando em alegre camaradagem no MSN com a tia, há que se ter paciência. Comedimento. Não pode a pessoa mandar e-mail atacado. A tia nada pode na Claro que a enfraquece.
*
Você gostaria de ganhar uma beijoca ao acertar a adivinhação de quem, quem, quem foi a coisinha mimosa que esqueceu de licenciar seu Torresminho placa final 6? Smack.
*
Um dia, como é de conhecimento geral, eu vou morar em Caxambu. E em Caxambu com a minha Esther, não é qualquer Caxambu. E lá vai fazer frio de verdade no inverno, não este arremedo idiota de São Paulo, esta vergonha de inverno de gente frouxa e a Ana Laura (que também mora lá, né, Caxambu tem que ter Esther, mas tem que ter Ana Laura) vai acender a lareira e a gente vai ficar de meias olhando o fogo e pensando na vida até a sola do pé queimar. E eu vou nos passeios de ripe que as meninas adoram, porque eu tenho todo este espírito esportivo (hohoho) e amor por aventuras e amor por cachoeiras e tal (não engasga Maloca. A Maloca tá assim porque eu me recuso até a ir a passeios que envolvam pedalinhos, mas entenda, Marlô, essa era a antiga eu, a nova eu será uma aventureira). E falando na Marlô, ela vai estar morando em Ubachuva, profundamente arrependida de não ter ido morar em Caxambu. Mas nós seremos magnânimas e receberemos Marlô em nossa casa, nós temos o coração alcochoado (para não falar no resto de mim, ô meu deus). E a Esther vai fazer torta de fruta e ler em voz alta e coordenar as gravações de nossos muitos Pogramas Leseiras: a vida toda será um interminável Pograma Leseira. E a Ana Laura vai falar com voz de bebê e criar cachorrinhos bons de pegar no colo. E eu vou ter levado todos os meus livros pra lá, então vai estar tudo bem. E eu vou subir e descer o calçadão comprando doce e pilhas e shampoos e protetor solar. E eu vou ter um bezerrinho e Baco vai amar a natureza os outros catolos, fazer xixizim no matim, vai ser amiguíneo dos cavalíneos e do tratador dos cavalíneos - porque já que é para sonhar, me dê licença, querido, de sonhar em grande estilo? Além de ser sempre capaz de escrever, eu só queria mais isso.
Sabe o que foi, né? É que eu falei com a minha Esther no telefone e eu não queria mais desligar. Eu queria que ela falasse comigo para sempre.
casa de esther e ana laura, Caxambu, setembro de 2007
Casa de Esther e Ana Laura, Caxambu, setembro de 2007
*
Enquanto Caxambu não vem, eu vou para a rua, resolver tretas inadiáveis, inadiáveis.
Cuidem-se bem.

¨¨ TJ&CB



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07:40

 


quarta-feira, agosto 27, 2008

Sonhei que a neve fervia

Vila Sõnia, 2007 Bise e Alexandre

Faz um ano hoje. É tanta tanta dor, é tanta dor. Num dos meus livros preferidos, um irmão tenta atravessar a vida como se fosse um sólido, enquanto o outro irmão a atravessa como se fosse líquido. Eu a atravesso todos os dias e ela é dor. Dói lavar a cabeça e andar o Baco e sorrir para a Marli e guardar e tirar o maldito carro da garagem novecentas vezes por semana e ir ao banco e ouvir não do cliente e ouvir sim do cliente e responder os e-mails e todas as coisas que eu faço a cada vinte e quatro horas, religiosamente. Dói respirar e pensar em cada trilha seguida, em cada alternativa dispensada, nas escolhas, nas imposições, nos meneios de cabeça. Dói olhar meus olhos no espelho e gritar com a cara enfiada no travesseiro todas as noites até dormir. Doeu abraçar a Helga que veio aqui hoje de manhã em nome dela e da Bel, porque ela sabe, ela sabe, como ela soube o no seu aniversário do ano passado, como ela sempre sabe. Os dias são atravessados, as contas são pagas (mais ou menos), o cão faz seu xixizinho, a janela abre e fecha e ovos são fritos, mas não de verdade. Não de verdade. Não cabe também nenhum clichê, nada do tipo "é um ciclo que se encerra", céus, nós adoramos cliclos, especialmente quando eles se encerram, mas não, não é um ciclo e ah, não se encerra, é vida real, mais real impossível, mais real impossível, cheia de explosões impensadas e de racionalismos, cheia de cores, de notícias espantosas, de medo, de corpos desmembrados, de sonhos que nunca existiram, de gatinhos envenenados, de amigos que vão para o Uruguay, de pores do sol, de conversas idiotas, de cãezinhos que andam de carro com a carinha para fora da janela, de rituais estraçalhados. Um ano. Eu me enrolo no seu cobertor de menino, quadrados azuis e vermelhos, e sinto sua falta. E sei que não aprendi nada. Um ano. E mesmo odiando esta babaquice de ciclo, algo acontece quando um ano se passa, as quatro estações,o giro em volta do Sol - girar em volta do Sol é tão irreal, eu adoro coisas irreais. Estou até as tampas de realidade. Algo acontece quando um ano se passa, ainda que doze meses juntinhos não tenham poderes mágicos, ainda que a vida não tenha mais mágica nenhuma, ainda. Eu não fiquei mais sábia, mais inteligente, não sou capaz de profundas tiradas filosóficas sobre a vida, a gratuidade da cousa, o tempo que passa e é sempre o mesmo, o rio que passa e é sempre o mesmo. Eu ainda passo dias na cama, chorando sem parar, eu ainda, eu ainda. Faz um ano que ninguém me ama como você me amou e isso nunca mais vai acontecer. Nunca nunca mais. Você foi a melhor coisa que me aconteceu e por isso você me foi tirado. E nada do que me restou, existe de verdade, porque você não está aqui. Eu choro convulsivamente quase todos os dias, olhando ou não para o espelho e tento entender pronde diabos foi esse ano. Eu perdi você, o rumo, o desejo, o talento e, ahá, um ano inteiro nos últimos doze meses. O mundo perdeu você. E você, genial, engraçado, doce, doce, perdeu a si mesmo e tudo de maravilhoso que você ainda faria. E você faria. E esta é a verdadeira tragédia, e nos raros momentos em que não estou coberta até o nariz por meu egoísmo, eu sei que esta é a verdadeira tragédia - não o meu nhenhenhem. Pronde foi sua vida, nossas vidas, nossos planos, nossos objetos, nosso cheiro, as coisas que queríamos. Para onde foi tudo, nossa casa, nosso lustre lindo, a lua que víamos da nossa cama, nosso medo do futuro, nossas contas, nossas listas. Eu perdi você e perdi tanto nesse ano, tanto, tanto, eu perdi tudo nesse ano, eu perdi, eu perdi. Eu me lembro da sua voz, sabe, eu me lembro da sua voz, das suas sobrancelhas grossas, eu me lembro das nossas verdades, do vapor do seu banho invadindo o quarto, eu me lembro e inventario milhares de vezes por dia todas as coisas que perdi, você, você, você. Você se foi e me tirou de tudo o que eu conhecia e era. Você me construiu e, em um segundo, você me desfez, eu sumi no mesmo segundo que você, eu sumi, eu desapareci, eu deixei de ser quem eu era e virei ninguém. Eu, este enorme ninguém, errando pelas quinas do mundo, sonhando com suas mãos e acordando dilacerada e só no meio da noite.



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13:36

 


terça-feira, agosto 26, 2008

Nenéia

nenéia, 2007

Não existe ninguém como você, minha querida. Eu tenho uma vida mais bonita e colorida e rica, porque você está aqui. Te amo muitamente, carrego você no meu coração todos os dias, sei que ainda temos um monte de coisas para viver e espero ardentemente que você não demore muito para me assumir.
:o))
Parabéns.



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01:38

 



God for Harry, England, and Saint George!

HENRY V

Fora que a música deste filme é um desacato. O Patrick Doyle sabe todas das coisas. E a Emma Thompson está de derreter o coração.



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01:12

 


segunda-feira, agosto 25, 2008

Comida cenográfica

Telecine Cult hoje, às 23:35h tem Henrique V, do K. do Branagh, e eu sou tão veinha que tenho idade pra ter ido ver esse filme no cinema com o primeiro namorado. Eu já era este ser incultim que sou hoje, mas este menino era inacreditavelmente culto pra idade que ele tinha. Ele sabia muito de geopolítica e de literatura e principalmente de história. Eu fui sem querer ir, achando um saco filme de guerra, sem nunca ter lido Chequespeare, de bico, e saí de lá apaixonada, siderada, amando, histérica por Branagh, e inda fui ler o velho bardo enlouquecida. Este filme mudou minha cabeça dum monte de formas, e abriu meus olhos prum mundo novo, novas leituras, para novos olhares e formas e sons, para este autor que eu aprendi que a gente lê a vida toda e nunca termina e novos cinemas, novas possibilidades. Tem gente que passa pela sua vida e te dá tanto, mas você não vê na hora porque as horas te puxam proutras coisas e daí o namoro acaba e você nunca mais vê e perde a chance de dizer 'Obrigada, L., esse filme foi muito importante pra mim'.

Henry V
*
Desde então, sempre que alguém vai começar com o velho, eu digo para começar com Henrique V. Não sei se é o certo didaticamente, mas comigo foi assim. Amor para todo o sempre, amém. E medalhinha de São Crespin presa no sutiã durante anos, até ela sumir (o alfinete abriu). we few, we happy few, we band of brothers, for he today that sheds his blood with me shall be my brother(citado de cabeça, desculpem os erros), não tem coisa mais linda para se dizer, não tem. Graças a deus, eu posso dizer isto prumas poucas pessoas nessa vida, we happy few, não é, amores?
*
Minha mãe frita ovos tão lindos, tão perfeitos, as bordas tão exatas, que parece comida de novela.
*
"Atentas Ema e Jujubinha, câmbio.
Atentas Ema e Jujubinha, câmbio.
Nossa conversa foi gravada, Charlie, Roger, Peter, Paul and Mary, câmbio.
Repito, atentas Ema e Jujubinha, câmbio.
Nossa conversa foi gravada, John, Paul, George e Ringo, câmbio.
Saiu no Drops, câmbio. Devassaram nossa correspondência, câmbio.
Vamos dar um Ctrl Alt Del no nosso papo, um End, voltar pra Home, tacar um F5 nos códigos e ludibriar a galera, câmbio.
Beijos, câmbio.
QSL? Câmbio.
Beijos e câmbio e tchauzinho e câmbio e câmbio e inté,
Mister Câmbio"

"atento agente Mauro. atento agente Mauro... QSL?
aqui neste QTO, tudo copiado, no QAP. Cambio.
a QRA Ema tb copia. Falemos no QSW.
Para ambos, qual o QTH?
Agente Juju, QRT.
Cambio over roger that final.
Juju"

"Atento, Macaco.
Muito cuidado com o seu qsl, porque senão meu riso vai QRO.
Não esqueça que QRS é mais gostoso. Câmbio e desligo pra almoçar. :D
Ema"

hahahahahaha!!!!



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16:24

 



Comando da Madrugada

baram baram, tchutchutchururu, baram baram, tchutchururu baram baram tchutchururu-tchutchururu-tchutchuro-tchutchururururu...
*
São quase 3 da manhã e eu não posso dormir enquanto não acabar esse trabaio, mas eu não consigo mais pensar.
*
baram baram, tchutchutchururu, baram baram, tchutchururu baram baram tchutchururu-tchutchuro-tchutchuro-tchutchururururu...
*
E qualé a novidade, Fal, de você não conseguir pensar, perguntará você, seu mandrião. Tá certo, nenhuma. Nenhuma novidade.
*
baram baram, tchutchutchururu, baram baram, tchutchururu baram baram tchutchururu-tchutchuro-tchutchuro-tchutchururururu...
*
Cadê o Paunocoelho, ele desistiu de ser o maior intelequitual desta democracia morena?
*
baram baram, tchutchutchururu, baram baram, tchutchururu baram baram tchutchururu-tchutchuro-tchutchuro-tchutchururururu...
*
Espanhol engana a gente. A gente vive achando que é um bico de língua, mas daí vem as jebas técnicas.
*
baram baram, tchutchutchururu, baram baram, tchutchururu baram baram tchutchururu-tchutchuro-tchutchuro-tchutchururururu...
*
O bom não é nada disto. O bom é contar as tretas para a mamãe e daí ver fibra por fibra ser desmembrada, explicada, desnudada à fria e cruel luz da psicanálise. O Velho e Bom Pai Freud ali, na cabeceira da véia, e ela sentando o pau. Adouro. Cai, não fica nada, que nem na música.
*
Paruaruaruará tum tum tum - Paruaruaruará tum tum tum
Paruaruaruará tum tum tum - Paruaruaruará tum tum tum
Paruaruaruará tum... tum... tum... tum... tum
Paruaruaruará tum tum tum

*
Jamais subestime o poder da racionalização, meu filho, porque a racionalização pode ter lá seus problemas e defeitos, sure, mas é bão, é bão demais tê-la por perto.
*
Paruaruaruará tum tum tum - Paruaruaruará tum tum tum
Paruaruaruará tum tum tum - Paruaruaruará tum tum tum
Paruaruaruará tum... tum... tum... tum... tum
Paruaruaruará tum tum tum

*
Como você pode notar, este foi um final de semana revelador.
*
Paruaruaruará tum tum tum - Paruaruaruará tum tum tum
Paruaruaruará tum tum tum - Paruaruaruará tum tum tum
Paruaruaruará tum... tum... tum... tum... tum
Paruaruaruará tum tum tum

*
Gente, que fome. A madruga dá aquela fome sarada na pessoua, já que falamos em piscanálise. Mas eu não tenho forças. Sair daqui é planejamento militar a ser aplicado. Baco se assanha, os gatos acordam (a gata laranja, Bárbara Manteiguinha, ronca que é uma dó), no way. Mas ai, que fome.
*
Paruaruaruará tum tum tum - Paruaruaruará tum tum tum
Paruaruaruará tum tum tum - Paruaruaruará tum tum tum
Paruaruaruará tum... tum... tum... tum... tum
Paruaruaruará tum tum tum

*
Como é ruim esta internê da Claro, santa mãe de deus.
Vou voltar pra lida.
Beijos.



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04:00

 


domingo, agosto 24, 2008

Still a kiss

Se você não sabe a diferença entre medo e temor, nós nem podemos começar.
*
Eu entendi a grossura, a babaquice e a maldade. Eu só fingi que não, porque se meu eu italo-calabrês me manda cuspir na sua cara, a vida me ensinou que o melhor que gente faz nestas horas é fingir que não entendeu e depois foder com o filha da mãe, na primeira oportunidade.

(o bom de lidar com babacas que não lêem nosso blog, é que podemos xingar à vontade e desopilar. Ainda que não citemos os nomes, porque, ahhhhhh.)
*
E sobre o Clube do Livro, oi novato. Aqui neste blog não rola 'ação' (mais uma palavra preu odiar, além de balada e paradigma), só pra avisar. Aqui é só um bando de amigo dando risada, tomando café e sempre que possível fumando uma cigarrilha (daquelas que vende na padaria, seu mente-torta). E quando eu tentar vender livro procê, o meu livro, você vai perceber na mesma hora, viu, eu não brinco de gato e rato, que eu não sou mais criança. O nosso Clubinho do Livro não é ação nenhuma, pelo contrário. Quando eu falo que uso ou como ou visito algum lugar ou alguma coisa (eu ia dizer alguém, mas somos viúva séria, recolhida do mundo) é só porque é verdade, porque isso aqui é um blog que não fala sobre nada mais que meu dia a dia. Ninguém neste mundo bota um puto dum tostão aqui. A não ser o belo Fabinho, que nos sustenta, mas de quem eu não faço propaganda porque tenho ciúme doentio e assassino.. Drops. Sem fins lucrativos. Só fins sexuais. Amém.
*
Vem aí a nova temporada de Brothers and Sisters, na qual descobriremos como foi que o tio Saul deu aquela agasalhada básica no croquete do outro cara lá.
*
Eu inda não entendi a reação do G. Gil ao sair do ministééééééério - ciniiiiiiiiiiiiira. Alguém me explica? Ele era obrigado a ser ministro, é isso, ele estava sob sequestro e foi libertado? Tiha uma arma na cabeça dele? Não era de livre e espontânea vontade?
*
Voltei pra parte mais negra da minha adolescência. A mãe de todo mundo acha que eu sou péssima companhia. Putz. Eu já vi este filme. Eu morro no final.



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23:57

 



Ghosts appear and fade away¨¨

In front of my very eyes, o delicioso Branagh dá descargas elétricas num sapinho morto. Que filme. Que filme. Que livro. Que história.
*
I can't get to sleep
I think about the implications

*
Eu já tinha esquecido desta música, mas eis que surge Otávio e seu violão monstro de tão chique, cantando todo afinadinho. Foi um festival de música de véio, senhores.
*
Of diving in too deep
And possibly the complications

*
A gente tenta não ser passivo-agressivo, mas uau, nego provoca o que há de pior em nós.
*
Especially at night
I worry over situations

*
O ar está com cheiro daquele creme nívea dos anos 70. E eu não bebi nada ainda, juro por deus.
*
I know will be alright
Perhaps its just my imagination

*
São só os meus ou os gatos de vocês também estão enlouquecidos? Jesus, parece que cheiraram.
*
Day after day it reappears
Night after night my heartbeat, shows the fear

*
E então o teclado da criaturinha de deus dá pau e ela chora por horas e horas e perde horas e horas de precioso trabalho e se desespera e eis que surge Denize on line e Denize manda clicar aqui e remexer ali e passar anti vírus (ela mesma prdendo séculos de tempo com a burrice alheia) e....

Denize says:
Fal, tu já apertou a tecla num lock?
Fal Says:
AAAAAAAAAAHHHHHHHHHH, arrumou!
Fal Says:
O que é a sabedoria
Fal Says:
O que é a inteligência
Fal Says:
O que é o qi alto de uma pessoa, denize. eu jamais, jamais apertaria isso. obrigada.
Fal Says:
Meu problema é que eu não acordo pra vencer
Denize says:
Acorda sim, é só que você não sabe
Denize says:
De hoje em diante você acorda para apertar o numlock.
*
Ghosts appear and fade away
*
Ah, eu fiz minha primeira dedicatória profissa ontem na Binhenal, prum moço chamado Pedro, muito simpático e gentil, uma doce criatura. Eu fiquei tão emocionada, eu sou uma antinha, que deus me ajude.
*
Alone between the sheets
Only brings exasperation

*
A Ana Laura e a Esther tão finas, ouvindo chorinho e os dodecafônicos eu aqui, no último volume com o Man At Work.
*
It's time to walk the streets
Smell the desperation

*
"(...) mas tudo isso é verborragia da emoção de ter seu livro aqui comigo. eu passei numa livrariazinha besta aqui da tijuca, que fica numa galeria simplinha aqui perto de casa. entrei para matar tempo enquanto esperava acabar o turno do povo da reforma aqui do prédio. e quando o moço trouxe e elogiou a capa, eu peguei teu livro como um recém-nascido. fiz carinho na capa e disse, envergonhada e feliz: foi minha irmã quem escreveu. Tela"
*
At least there's pretty lights
And though there's little variation
It nullifies the night
From overkill

*
Olhe atentamente as fotos abaixo, querido leitor. Repare neste bichinho que foi fotografado pela Cris Dias. Olhe bem pros olhinhos tristes, a carinha de 'mamãe me abandonou', o jeitim de 'Eu sou o senhor do castelo'. Olhou, né? E você conhece esse animalzim?
Baco genérico
Baco genérico

Rá. NÃO é o Baco!!!!!!

" Fal, assinale a alternativa correta:
( ) Clonaram o Baco
( ) O Baco esteve dando um rolê por Santana e nem me avisaram
( ) Eu bebi muito
( ) Eu bebi pouco

Bjs
Cris Dias

P.S. dá um bico no figura metendo a cara na janelinha de baixo hahahahah só reparei quando vi a foto"

*
Day after day it reappears
Night after night my heartbeat, shows the fear
*
"(...)M. - o que acabou de assistir um filme de guerra e a parte mais legal era dois sujeitos que toda hora falavam "câmbio". Altamente viciante. Câmbio.

"Atento Macaco, Ema. Atento, Macaco, Ema.
Favor especificar o nome do filme, Q-s-L? Câmbio.
Ema"

"Eva, a parada foi sinistra, câmbio. Tava esperando começar uma prova das olimpíadas e mudei de canal daí caí num filme podreira, câmbio. Era de guerra mas não dava nem pra saber que guerra era aquela, câmbio. Acho que era do diretor contra a gente, câmbio. Não sei o nome, câmbio, assim que os dois caras pararam de conversar no rádio troquei de canal, roger, câmbio.
Ficarei atento pra se passar de novo anotar o nome que é pra todo mundo fugir, câmbio, o filme é mesmo muito ruim, câmbio, hahahaha, câmbio, roger, câmbio e desligo.
Mauro Câmbio
PS Câmbio: ei, vocè é profissional aí no assunto, né? Câmbio."

*
Ghosts appear and fade away

*
Que apareceu na Bienal foi a Nina. A mesma cara boa, a mesma beleza, a mesma doçura, a mesma voz! Momento 'forte emoçes', seguido por um momento Hebe, porque eu não conseguia parar de beijar ela. Ô deus.
*
I can't get to sleep
I think about the implications

*
"N., amor, vc tá on? cabou de cabar de começar o frankenstein na AXN!"

resposta no dia seguinte:

"Falzuca, eu tava off, conversando com aquelas vozes, cês sabe quais.
suspirinhos"

*
Of diving in too deep
And possibly the complications

*
E lá se vão vinte anos, senhores. Não, minto: mais de vinte. O engraçado é que eu tou véia. A Nina tá um broto.
*
Especially at night
I worry over situations
I know will be alright
It's just overkill

*
Se nem uma enorme revista semanal, de enorme circulação, para de chamar homossexualidade de 'opção', é porque não há, mesmo, salvação. É sério. A Silvana têm razão. A gente deve pedir indenização por crueldade mental.
*
Day after day it reappears
Night after night my heartbeat, shows the fear

*
Em capensação, a coluna do W. Carrasco tá divinal. Tá ele lá reclamando que diagnóstico virou justificativa para tudo e que 'tenho síndrome de pânico', 'fui reprimido na infância' e 'sou bipolar', explicam todo e qualquer comportamento com folga e desconto. Tudo pode aquele que tem poblema (ou, pior ainda, que diz que tem, da própria cabeça ou porque conseguiu laudo em profissional, hum, daqueles), meu querido leitor. Inclusive dar na cara do códego penar.
*
Ghosts appear and fade away

¨¨Overkill, de Colin Hay




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17:45

 


sexta-feira, agosto 22, 2008

dois anúncios breves

Nós, enquanto viúva honesta e recolhida do mundo, gostaríamos de anunciar que estamos de ressaca.
*
Esse é pro Cláudio Luiz: Clau, todos os Cláudios do livro são vc, mesmo qd não tem Luiz. É que aqui em São Paulo é difícil a gente falar o nome duplo, a não ser quando é esporro. Viu? Não é um bilhete, é geral, apareceu Claudio é você. A não ser quando você aparece com outro nome, completamente diferente, hahahaha. Acontece, você sabe.



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16:19

 



Só pra lembrar
Eu tou amanhã na Bienal, cabaninha da Rocco, a partir das 10 da manhã.
:o))



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15:46

 


quinta-feira, agosto 21, 2008

Hum, dei de comer caramelinhos.



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00:09

 


quarta-feira, agosto 20, 2008

Ah, o amor

Fal

eu comprei hoje o teu livro na Livraria da Travessa. Tava lá, lindo, na parte dos lançamentos.
Eu fiquei emocionado. Não sabia se chorava, se pegava o dinheiro, se pegava um exemplar, se ligava pra Carla San, se eu sentava na cadeira e começava a ler, se eu tirava uma foto.

Saquei o celular do bolso e tirei essa foto que tá em anexo. No momento da emoção, com os olhos molhados, achei que tava ótima. Mas agora, vendo aqui, depois da quentura do momento, ficou meio desfocada. Bom, de qualquer forma, a foto significa para mim porque ela me faz lembrar daquele momento e da felicidade que eu senti. E isso é o que importa, no fim das contas, né?

Eu ainda estou no trabalho, eu só tive tempo de folhear.
Mas eu tô todo bobo. O livro é seu e eu tô todo bobo.
A Rocco vai entregar o outro exexmplar essa semana ainda.
O menino da Paradoxo vai me mandar outro.
Eu quero um na noite de autógrafos.
Você é a escritora que mais me fez comprar um livro!
Você é essa mulher que faz a gente ser mais feliz.
Eu liguei pra Carla.
Eu liguei pra ti e deixei recado no celular.
Eu liguei pra Mani, mas ela provavelmente estava trabalhando.
Eu fiquei aqui, feitos fogos de artifício, querendo comemorar esse lançamento.
Querendo compartilhar com as pessoas que porra, eu comprei teu livro num dos lugares mais importantes dessa cidade. E tava lá, super bem posicionado, para todo mundo ler o teu nome, para todo mundo poder saber quem é você e o que você sabe dizer do umbigo, do mundo, da vida.
Você é essa pessoa que faz a gente muito feliz, Fal.
E eu adoro a idéia de ser parte dessa galera.
Fazer parte desse movimento que eu nem sei explicar,
mas que é forte, legítimo, real.
Que reúne.
Sensibiliza.
Faz a gente se sentir menos só.
Faz a gente se sentir parte.

Enfim, meu amor, eu só vim aqui compartilhar da alegria que você me causou.

Teu Gigio

Fal



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22:10

 



E dai vem o R. Xbksbisfofv vb s.
Hum, ele tão tão tensinho, que dó.
*
Upa, cabou?
O tempo voa quando a gente tá se adivertindo.



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20:59

 



Pelo amor de deus, por que é que comunista não penteia o cabelo?



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20:58

 



Ai entram os comunas que querem usar o nome do pobre do Herzog em vão. Tem um nome pressa gente e não é um nome bonito.



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20:57