Pô, matéria tão linda sobre o Minúsculos, que amor, Henrique Araújo, muito obrigada.
* De vez em quando aparece um sebo que faz nosso coração cantar. Dá uma olhada na descrição dos livros, olha que coisa doce, cuidada, com informações bacanas, escrita por alguém que caminha do lado alfabetizado da avenida. O dono é um livreiro importante no cenário das letras, acaba de informar o Tavo via e-mail, um amante de livros. Cuidemos para que ele jamais, jamais, jamais veja meus livrinhos grifados, sublinhados, desenhados, escritos, com papéis de sonho de valsa à guisa de marcadores e tale e cousa e cousa e tale.
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As águas de março, queridim, fecham o verão no Beco do Piolho. Sim, sim, o outono começou há uma semana no resto do hemisfério, mas no Beco as coisas demoram para chegar. Não há exatamente grandes promessas de vida no coração, é a vida, é o sol.
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Se você tá començandinho um blog, leia isso aqui. Se tem uma coisa que nunca é demais, é uma coisa que chama noção. (o ítem 10 é uma obra prima. eu devia roubar aquilo e colocar na resposta automática do meu e-mail).
* Ah, falando em blog novo. Venha para o lado da cidade da Ana Paula, porque mundo melhor, vida melhor, não há.
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E eu ia levar a Isa pra fazer os mesmos passeios deliciosos de carro que o Leandro me levava pra fazer no tempo em que ele me amava, mas acontece que todo o trampo do planeta caiu no meu colo assim, puf, de repente, de modos que a pobrezinha está acolá, presa em casa.
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Ontem as estruturas do Beco do Piolho tremeram. Célia, de calça pescador e camiseta pretas, chinelinho de florzinha, todo o ouro do planeta no pulso, coque de bolinho, unhas vermelho ce-re-ja (Nat, Alline, Vera, vocês estão me acompanhando?) e co-ber-ta de cal, coberta, parecendo Pluft, o fantasminha; depois de comandar a reforma da casa dela; se abancou na sala da casa de mãezinha e ficou contando pra Isa sobre as viagens de carro que ela fez por Portugal. A portuga parecia que ia ter um treco de tanto rir. A Célia é uma show-woman, a platéia adoura. Gente, foi sensacional, foi um encontro histórico. Um dia escreverão músicas e poemas sobre a tarde de ontem.
ALICE E MAURO, eu li seus recados no LV, me desculpem, por favor, a coisa aqui tá pra lá de deus me livre, mas amanhã à noite ou sábado à tarde eu cato esse LV, juro. Besos.
A comunidade do drops no orkute continua enquanto a moderadora quiser, mas o meu eu no orcute mórreu. Eu sou a criatura mais fácil de se encontrar na rede e continuo aqui, para o bem e para o mal, entonces num muda nada.
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O rastreamento de IP é uma arte implacável, senhores.
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Eu adoro cidade pequena. Adoro, adoro. Estou no meu elemento.
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Coisas que fazem o coração sorrir? Tomar café da manhã com gato cinza sem nome no colo. E a dona da pousada faz uma cara zangada e finge que tenta espantar. Hahaha, e o gato tá tão acostumado a comer lá e dormir pelos sofás que nem abre o olho direito, nem colabora com o teatro da dona. Quequequé. A única atitude dele foi comer mais sucrilhos.
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Aquele trem, H2O. Aquele refrigerantezim? Apois. Tem um com gostim de maracujá. Dedeus. Eu nunca vi lá em SP. Vou procurar no panizucar da Juju.
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Como vcs podem reparar, continuo sem assunto.
Coluna no IG: clique aqui
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Existem rincões neste planeta onde meus mentolados não existem. Sério. Não sei como o cérebro desse povo funciona, mas o fato é que, aqui, no hay. Devia ter trazido um carregamento de muamba.
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Essa lista que classifica os governadores me causa espécie. Alguém mais? Minha principal dúvida é saber quais são os critéééérios. Não. Xá pra lá. Melhor a gente não saber.
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Minha mãe faz um interurbano pra me dizer: "Fabia, nossa vida não vai mesmo melhorar, vamos turbinar a tevê a cabo?". Uma sábia. Agora temos zilhões de canais de filmes. Quem é que precisa de vida pessoal com uma tevê dessas?
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Alguém pode ter pena de mim, por favor, e me explicar o que faz uma decoradora holística? Tou passada.
"There may be trouble ahead
But while there’s moonlight & music
& love & romance
Let’s face the music & dance”
"Aqui me sinto em casa. Marrom. Gosto de marrom. Não sei como as palavras ficam, mas no meu monitor tudo é mais bonito. Tudo escuro. Melhor: meio tom. Nem claro, nem escuro.
Falo depois. Estou ocupado com a pequena derrocada de sentimentos. Sou um homem aturdido. Sou um homem cansado. E tenho o dedo indicador direito em riste. Pra sempre. Apontando quem passa. Descubro espantado: a carne inflama."
Na nossa tevê a cabo tem um canal que passa Mamma Mia non stop, o dia todo. Faz mais de uma semana que a M. Streep tá lá se esgoelando (o filme, além de bótemo, é uma delícia pra trabalhar. Tenho varado as madrugadas trabalhando coa tevê ligada nesse canal hoooras, o filme começa, acaba, começa acaba e eu no embalo com minha tecla SAP interna ligada). Bão, então né. (ouve isso, Naty, que vc vai amar mais que todo mundo). Passo eu pelo quarto da dona Maliu, a Streep cantando the winner takes it all pro 007 mais bonitão depois so Sean Connery, e ela cantando a plenos pulmões (mas linda mesmo, de olho fechado e na maior animação)
The winner takes it all
The loser standing small
Beside the victory
That's her destiny
- Mãe, e desde quando você é fã do ABBA, criatura?
- Pois é, nesse tempo eu já era comunista demais pra aproveitar, então me deixa curtir agora.
Hahahahahahaha, quero declarar que isso tudo começou com a Naty viciando a véia em Pet Shop Boys.
querida, eu não vou conseguir voltar para casa pra ver nosso filme, mas vou ver o danado na minha cabeça e depois a gente fofoca sobre ele, vale?
amor
f.
Ah, o IG
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Não se pode elogiar nada, nem loja querida. Os camaradas perderam as minhas meias, tou uma arara.
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Torresmo foi pra fase 2 do rehab hoje: freios. Coragem, irmãos, o caminho da cura é longo. A terapia em grupo dele começa na semana que vem. Ah, e sabe qualé o mór problema de pintar Torresmo?? Rodriguim num acha o azul. O azul pa-vo-ro-so que envolve Torresmo está, louvado seja, fora de linha. Eu queria pintar de cor de abóbora, mas o Rodrigo disse que vai dar poblema na fiscalização. Malditos repressores.
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É evidente que uma viúva meio tonta e zé côco total, vai donde la plata esta. Entonces, sempre que chamada, sendo a proposta levemente honesta e compatível com meus pundonores de viúva séria e recolhida detse mundo sujo, aceitarei. Mas, caras, muito cá entre nós, eu não sirvo pra trabalhar na firrrrrrma. É questã de estilo, né, amores, não é qualquer um que conseguiria ter concentração e disciplina - e, acreditem, precisa bem muito de ter isso - pra trabalhar aqui, no apart-hotel do Conde Drácula. A pessoa tem que ter um caráter inabaláel pra continuar trabalhando mesmo quando Baco deita do lado dela com a barriguinha cor de rosa pra cima e, cobrinho os olhinhos cas patíneas, faz barulhinhos de cachorrim bebê.
Não olhe agora, leitorinho mimoso, mas tem um dragão gigantesco e escamoso e azul, falando com voz de atriz da malhação, acolá, na minha tevê. Também rola um papo de 'ele está possuído por forças do mal', e o mesmo nego que está possído com as forças do mal tá se transmutando em mulé. A coisa me parece complexa. Mas tudo bem, vou deixar passar porque também tem o Jeremy Irons defendendo o PIB como ninguém mais defende o PIB. Tenho certeza que a Naty concorda comiga. A Naty é especialista em defesa de PIB.
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Se eu fosse chegada do Obama, mandava ele contar a prataria.
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Amanhã tem IG? Tem sim senhor.
O plantão da madrugada continua, leitorinha desavisada, qrr coisa, apite.
:o))
Silvana de casa nova.
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Pela animação ali no Beco, parece que a encomenda da rapaziada chegou. É rojão de alerta pra lá e pra cá. Amanhã a avenida ferve de servidores públicos querendo seu quinhão. Tá assim aí do seu lado, Naty?
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Tenho profundo respeito e admiração por esse pessoal que, vivendo só, chega em casa, arruma seus objetos ordenadamente, tira a roupa e guarda ou bota no cesto, faz o próprio jantar com calma e modos (o Carlão faz risoto de calabresa, carne assada, uns trecos assim, a Béa tem coragem de picar cebola e tomate pra fazer o molho do macarrão às 9 da noite duma quarta-feira, aqueles cínicos), janta usando louça e talhers, toma banho, dorme numa cama arrumadinha e tal. Minha tia-avó, dona Enelsina, bota a mesa pra comer sanduíche com leite. Eu saí da casa dos meus pais pra casa do meu pai pra minha casa de casada e pra casa da minha mãe depois que enviuvei. Nunca morei sozinha. E dou graças a deus. Sou daquele tipo que começa a tirar a roupa antes de botar o carro dentro da garagem. Entro na sala chutando os sapatos, jogo tudo pra todo lado e janto miojo na panela. Se há alguma ordem neste caos, é porque minha pobre mãe, além de dar duro, camanda a doce Vera, a faxineira que trampa com ela há 20 anos, com mãos de ferro. Eu pago a faxineira, isso deve ser dito sobre mim, mas é só. Quando ela vem me perguntar o que é que tem pra fazer, fico olhando abobada para a cara dela, sem saber o que dizer, embora minha vontade, sempre, seja responder: "faizi pipoca?". Depois, é claro, mando ela perguntar pra mamãe. A única coisa realmente ordenada em minha vida caótica são meus brincos, livros e sapatos, e não sei bem o que isso diz sobre mim. Mas suspeito que o dia que dona Maliu me chutar daqui e eu tiver que viver só, nem banho eu vou tomar.
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Madrugada toda trabalhando. Na hora em que fui pra cama, cinco e tanto da manhã, tava passando o Incrível Hulk no TCM. O véio, fios, o véio. Daí eu vi o finzim, claro. O nego cai num poço e fica caqueles zói de husky siberiano. Adooooouro! Dormi. Acordei. Tomei banho. Garrei a trabalhar. E num foi que às 11 começou o mesmo pisódeo? Daí vi todim, né? E falando em vibrante vida cultural, amanhã no trabalho, fungue, dê falsos espirros, finja que tá tonto, sei lá, qrr coisa que justifique a sua falta de terça. Porque terça, no TCM, 3 da tarde, tem As setes caras do dr. Lao. Alice, tu tens esse canal?? Vamos ver? Vc lembra se tá nesse filme??
Corre, nego, que acabou de começar documentário de 4 horas sobre Qin Shi HUang no History. Passa um monte de coisa palha nesse canal, mas de quando em vez eles acertam. Corre lá que caboô de começar.
Então né, que o Rodrigo tá fazendo meu carro, né? Tem miles de coisas pra fazer nele. Então que hoje o Rodrigo veio contar, rindo muito, que uma borrachinha de 5 reais tinha estourado e estava lavando meu motor de gasolina enquanto eu dirigia por aí. Por isso que eu tava gastando tanta gasolina. Fora o detalhe delicioso que eu podia ter explodido. Agora cês imaginem Torresmo e eu carbonizados, o Datena explicando que por nossa causa o transito da cidade tava pior ainda, que da explosão só tinha sobrado um sapato e o Claudim Luiz vendo aquilo na tevê e dizendo "Uai, mas eu conheço aquele sapato verde com pelinha ali em cima de algum lugar...". Hahahahaha, aiai, marido, filhotes, marido faz falta.
Eu não tenho um pingo de paciência pro 'Vamos nos falando...' e nem pro 'Vamos marcar um café um dia pra combinar alguma coisa'. E nem tou falando do campo emocional da vida não que este, puff, desisti faz séculos, homens bah e todas aquelas cousas que uma senhorinha de 40 anos já sabe ou, deus, deveria saber. No campo emocional eu também dispensaria historinha, blablabla, joguinhos, a gente se liga. Mas como não há campo emocional em minha vida, deixemos pra lá. Tou falando do mundo profissa. Não me venha com reunião, historinha, blablablá. Tem trampo, vamos. Não tem? Certo. Minhas duas parcerias profissionais constantes, confiáveis e corretas resolvem tudo comigo em emails curtos: é isso, é pra tal dia, paga tanto, sim ou não. Nunca vi, nunca fizemos reunião, nunca perdemos o sagrado tempo da vida com inúteis danças de acasalamento e quejandos. Não é a reunião que garante que o cara é sério e competente e não vai te deixar na mão na hora h. Eu tenho p-a-v-o-r de reunião. E, pelo menos pra cliente de tradução, vou contar um segredo pra vcs: é fatal. Quando o cliente te faz pegar carro, taxi e charlana pa ir até o escritório dele em moema, em pinheiros (hahahaha, vou me permitir não tecer comentários), em santana, escreve o que eu tou dizendo: não vai dar certo. Meus dois melhores clientes atualmente foram indicação. Ambos me mandaram e-mail: hei beibe, o trampo é este aqui. Qué? Qué. Fim de papo. Nunca vi a cara dos negos. Sou poupada de churrascos do departamento, ginástica laboral (porque senhores, está para nascer o dia em que o Freitas do departamento contábil pegará ni mim para fazer massagem, alongamento ou seja lá que miséria vcs fazem nesse treco de ginástica laboral), listas de aniversário, répiauors e da rádio corredor. Quer me contratar, me contrata, eu agarantchio. Não quer, é da vida. Mas não fica me cozinhando em reniãozinha babaca, que eu detesto ter que botar roupa, passar rímel, pagar estacionamento e ficar fazendo cara de quem tá acostumada a sair de casa por sua causa. Pra depis o trabalho não rolar.
Gente, é só revorta hoje aqui no Beco do Piolho.
Os criadores fofos da propaganda de Doritos fizeram faculdade onde mesmo? Eu sempre gosto de saber onde esse povo estudou, porque quando foi em faculdade particular eu fico tão, tão, tão feliz de não ter tido grana empatada na educação dessa gente... é um alívio.
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Minha santa mãe pode estar prostada, chumbada de tanto analgésico, mas ela ainda encontra forças pra me ligar fazendo fusquinha que a Joan Crawford e o Zachary Scott tão no TCM botando pra quebrar. Afe, eu vi esse fime em mil novecentos e aracy de almeida com meu vô Zé, nalguma magrugada global. Lá pelas tantas, o fofo me diz, “Bibi, isso aí é uma casa de tolerancia, viu, fio?”. Ô meu deus, que saudade do meu vô Zé, ele me explicava as coisas.
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Tô loca ou a Cráufors tá lora nesse filme? Se bem me lembro ela tá.
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Lá vou eu bater de novo na mesma tecla (embora esteja sempre valendo a velha máxima: se eu não resmungar aqui, tou perdida, terapia é só uma vez por semana, não dá tempo de resmungar tuda). Ver sempre supostamente séria se dando com gente comprovadamente escrota a) me mata e b) me faz duvidar da suposta seriedade supra citada.
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Minha mãe me ligou de novo pra dizer que o delegado é péssimo e persegue a Cráufors. Nem a Cráufors tem paz nessa vida.
Tem tevê perto donde vc está? Daqui um nada, Juliana Sampaio na TV Assembleia, falando sobre criança e publicidade, ao vivo, às 8h30 da manhã. Eu tenho que ir pra rua em 9, 8, 7... mas se você puder, veja a belíssima Joleana e me conte tuda.
"Fal, não consegui postar no LV. com o livro. E ele, o livro, fica bem nas fotos né? Direto. Bonito e faceiro. Não faz feio mesmo. Inveja da idéia dele. E eu nem acredito nessa histórira de inveja azul ou blablabla.rs.
Olha, eu conhecia a palavra acerar. Quando iam fazer queimada no sítio de meu avô zeca antes tinham que fazer o acero, e meu pai falava as vezes, de noitinha pros camaradas: cês já aceraram tudo? e lá do lado do pasto? (...) Pra alguma coisa serviu viver no mato.rs. Acerou a divisa com seu Paulino? (era muito encrenqueiro esse um, e se o fogo passasse dava brigas feias.)
besos.
Adelson"
A língua portuguesa tem palavras incríveis como 'acerar'.
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A tecla sap dentro de mim tá no mode turbo total para cima e avante you go, girl vai lá negona on. Tou traduzindo animal.
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Maloca: seu comentário abençoado, 'não é ciúme, Fal, é inveja', caiu nos ouvidos de Maliu, que ficou tão maravilhada com vc e sua mente arguta e sacativa (o vocabulário de Maliu é sensacional), que até foi me abrir livro pra me explicar que vc tem razão, darling. Os 109 anos de psicanálise te saudam e pedem passagem.
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Bela e Fal duas semanas, beibe
(pra que não sabe: a bonita é a Bela, como o nome já indica)
Ah, um amigo, E. Brandão, em suas andanças pelo Rio, fotografou seus amigos com o Minúsculos em punho. São fotos lindas, ele é um grande fotógrafo, eu fiquei tocada.
Essa sequencia não entrou antes no Drops por pura falta de organização minha.
Tão ai.
IG, né? O dia mais longo
*
Nando, Cacau, Tinha, Eurico, Fernanda Pupo, Si de BH, Fabi Barillo (queridaaaaaaaaa) demais queridos do LV, desculpem a demora, tá tudo respondido, se não tá lá é pq o sistema não entregou. Se vcs digitarem seus nomes no retangulinho, vcs se acham.
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Deus, no TCM, O Poderoso Chefão. O Sonny acaba de morrer, o Brando dando espetáculo e ng on line agora que meu msn voltou à vida. E eu ia dormir, não ia? Ia, mas caras, é o Poderoso Chefão. Se eu tenho odvd? De todos, até do III, aquela abominação aos olhos do Senhor, mas é o Poderoso Chefão, entende? Quando passa, você tem que assisir. E tem dublado, em ingles e com e sem legenda, vc escolhe.
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Melhor que a Danusa se referindo à futura presidente de vocês (e, ai meu deus, como se isso só já não fosse ruim o suficiente, inda vou ter que ouvi TODO MUNDOOOOOO chamando a nega de "presidenta". Pqp.), de "nossa jovem Dilma", só a Paglia usando a cabala da Madona como gancho pra tecer seríssimas considerações sobre este mundo nem medieval, não, mais, esse mundo primitivo em que vivemos.
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Diria meu velho e saudoso pai que "se reclamar é porque pegou". É teu. Só pega o que te pertence. E análise do discurso é tu-do. Tudo, tudo.
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Você entra na casa da criatura pra entregar o selvissio. Relatório lindo, em três idiomas, pen drive em formato de ursinho. E daí você, classe média baixa, que já havia se esquecido como é que vive a turma, desmaia por dentro. Casa bacana, zerada, gasta-se muita grana na manutenção ali, jardim cuidado por jardineiro, decoração de revista, empregada, copeira, cozinheira, a criatura lembra que você ama pastores alemães e te leva pra conhecer o dela. Entonces, além do cachorro lindo de tão fofo, você vê o prato de cerâmica onde fica a água do cachorro. Com tanto, tanto musgo, que tem musgo pelo lado de fora do pratooooooooo. Como, como, como pode? Como pode alguém, principalmente alguém com, no mínimo quatro funcionários, deixar um cachorro lindo daqueles bebendo água dum prato nojento daqueles?
*
Não adianta. Por mais 'meu amor' e 'querida', 'por favor', 'muito obrigada' e' 'com licença' que vc use, não adianta. Por mais que você releve, olhe pro outro lado, sorria, abrace, dê a vez, respire fundo, atrase o passo, contemporize, entenda, sorria de novo, fale bem baixinho e compreenda que a coitada da pessoa, como qualquer ser humano, tem limites e faz o que pode, não adianta. E também não adianta se você não faz campanha malvada pelas costas, se você não ri de quem cai ou derruba o sanduíche, se você não empurra pra fora do carrossel. Nada, nada, nada adianta.
*
E se você leu o treco acima e pensou "haha, dona Fabia, o análise do discurso é tudo também se aplica a você", pode crer, meu camarada. E isso é só o começo.
*
A Ângela tem toda razão. Essa toada de vereador que eu embalo me fode.
*
Putz, e ainda vou ter que aguentar o bilhão de e-mails no domingo me parabenizando por ser mulher. Jesus.
rapidim...
que aqui tá corrido: se você souber de alguém que quiera dividir apartamento ou alugar quarto pra uma moça solteira, gente boa, mais de 30, gentil, bonita, engraçada, bem humorada, tranquila e organizada, me escreve? Preferência dada pra Higienópolis, Santa Cecília, Pacaembu, Perdizes, aquele pedaço ali.
Uia, eu no Ig.
*
Ai, tão lugar comum reclamar do calor, mas do que mais pode uma alma arrebentada como essa que me habita reclamar neste momento?
*
O que eu mais adoro na reforma da casa que a Célia da minha mãe comprou é que a Célia, em carne, osso e coque banana, entra e sai de lá o dia todo, nos horários mais estapafúrdios. Não eram nem seis da manhã hoje, eu voltava da tortura diária à qual Baco me expõe (quarteirões e mais quarteirões, leitor) e Célia passou bem na nossa frente? Posso dizer? Até as mudinhas da Célia são fashion. E pelo jeito, ela já acorda de coque banana, Alline, prestenção.
* Gui (Ciniiiiiiiiira) diz:
Filha, eu vi o homem na tevê, tá mais quente esse ano sim. Fal diz:
ai que bom, gui, pq eu digo que tou com mais calor esse ano e dizem que eu tou doida Gui (Ciniiiiiiiiira) diz:
Louca vc é
Mas eu vi um cara na tevê explicando que não apenas a temperatura está mais alta, como o parará da pressão do pampampam do negócio lá dá a impressão que tá mais quente ainda. Fal diz:
Huahuahuahuahua!! Vc é muito científico!! Gui (Ciniiiiiiiiira) diz:
Sou, não sou? Fal diz:
É um dom! Gui (Ciniiiiiiiiira) diz:
E eu fico trabalhando em casa de cueca. Tou vendo o dia que a faxineira morre do coração. Bofe que é bom, nada, mas a faxineira quase me pega pelado umas três vezes Fal diz:
crendeuspai Gui (Ciniiiiiiiiira) diz:
Ai eu disse pra ela: dona Rose, eu estou trabalhando pelado no quarto, então se a senhora quiser entrar aqui, avise com antecedência. Fal diz:
huahuhahu, e por falar em ciência.
*
Como acaba de me explicar a bela Paula Clarice, esse é o país onde secretário municipais comparam cães a criancinhas negras. Nossa elite, nosso guias, nossos governantes, leitor. E a nave mãe que não vem buscar? Tou de mala pronta e ela não chega.
*
Meu adorado Alexandre já dizia: "Bibi, o carro da picaretagem é voador: decolou". Sábias palavras.
*
Não adianta você dizer pra sua amiga que você adora ela e quer passar mais tempo com ela: ela também tem que te adorar e também tem que querer passar mais tempo com você.
*
Tanta onda sobre esse Heston Blumenthal e ele cozinha de luva?? Tem dó.
*
Tenho profunda admiração por essa gente que adora discutir coisas. O cara faz um blog, taca lá uma caixa de comentário que atrai pessoas que, como ele mesmo, amam discutir longamente o assunto do blog - futebol, dietas, política, maçonaria, qualidade o óleo de dendê - e o povo escreve longamente, concorda, discorda, mete o pau, fala, afirma, fala mais, muda de idéia, continua falando, desmuda tudo.... é espetacular. Eu não sei nem dizer pra minha mãe se eu quero a rúcula com manga ou com maçã e o povo lá, lotado de opiniões. Invejo. E não, não tou sendo irônica, eu admiro mesmo, profundamente. Deve ser maravilhoso ter tanta energia, tanta fúria, tanta paixão. Isso posto...
*
a bela Paula Clarice disse, e de novo está coberta de razão: nego adora bater boca em caixa de comentário. Não acredito, mas geral adora. Defendem teses gigantescas, defendem lados e sei lá. Acho um porre. Quando eu quero saber o que alguém acha, eu leio o blog dele. E não bato boca com ninguém, filosofinha Nelsão do mais alto gabarito: qué? qué. num qué? num qué. E tem os que achem lindo "ah, rola uma discussão no...". Deus pai, eu só penso no coitado do blogueiro administrando aquele monte de ego. Credo. Se você é tão brilhante, escrevas livros (oi Idelber), dê aula em enormes e mega importantes universidades (oi Idelber), arraste multidões de seguidores atrás de você (oi Idelber). Filósofo de sistema de comentário, sociólogo de caixa de recado num dá.
(viram? Fal mais ou menos boa e Fal má :o)) )
*
Falando em master Idelber (que, modeeeeesto, não gosta de ser chamado de professor, então vamos chamá-lo de centroavante. Sim, ele é fanático por futebol, mas se fosse perfeito, a bela Ana teria que andar armada). O centroavante Idelber tem vários livros, todos bãos, mas se eu fosse você eu cavucava atrá do Alegorias da Derrota. Sério, mô fio, cavuca. Se eu tivesse o telefone do Idelber, tinha feito um DDI só pra xingar ele e declarar meu amor imorredouro. Mas heim? Se eu posso declarar meu amor imorredouro pelo centroavante? Posso sim, a Ana me liberou.
(o centroavante Idelber, ainda por cima, manda e-mail fofo pra leitora que, desarvorada de paixão, deixa recado sem nexo no blog dele. Paixão eu não sei se a Ana liberou, mas não custar tentar, leitorzinho da pele macia).
* "Falzuca:
Olha, eu nem sei, eu hesitei entre aqui e o LV. Mas é porque eu tinha muita vontade de compartilhar com todo mundo a minha alegria. Então publica para mim se você gostar e quiser.
A notícia de que você leu o Alegorias e gostou é dessas pérolas, dessas lembranças que um autor vai ter para sempre. Porque ainda mais sendo acadêmico, livro acadêmico, e blá. Não porque fale para os neurônios. Mas porque acadêmico vive assolado pelo fantasma da irrelevância, de não falar relevantemente para quem importa para nós, para as pessoas que importam. E aí, para quem escreve sobre o luto na literatura, para quem acredita que há um restinho de coisa no enlutado sobre o qual só a literatura fala, ter o gosto da leitura de uma escritora como você (e pessoa e amiga e blogueira e exemplo) é o máximo mesmo.
Você, que sabe muito muito mais que eu sobre qualquer coisa que tenha a ver com o luto, me deu uma alegria linda demais.
Não são legais os autores que escolhi? Piglia está todo por aí já traduzido, Tununa e Diamela ainda não. Pedindo MIL PERDÕES a você pelos VÁRIOS erros de português que ainda há, te mando minha traduçãozinha desse livro precioso da Tununa, chamado En estado de memoria. É um livro bonito, de uma grande escritora e amiga que me lembra você em muitas coisas.
Também já desculpando de antemão os erros, te mando um poema maravilhoso de José Gorostiza, chamado Muerte sin fin, que eu capenguei para o português.
Brigadíssimo sempre um beijo e os respeitos infinitos e a admiração eterna,